sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Fisting vaginal

Como disse no outro post, por volta dos anos 80/81, tive minhas primeiras experiências kink* com uma mulher. Embora nossa relação não fosse litúrgica (não tínhamos rituais), éramos um casal alternativo, não-baunilha decididamente. Com ela, iniciei minhas experiências com fisting vaginal, naturalmente, sem que ninguém tivesse me ensinado. Depois vieram outras mulheres com quem também pratiquei fisting.

Fisting é a palavra inglesa que significa penetração com o punho. Penetra-se literalmente a vagina (ou o ânus) até o punho. Curiosamente essa prática é considerada radical até no meio bdsmista. Já ouvi masocas hard, das que apreciam muita dor, dizer que tem medo de fazer fisting. A prática, contudo, quando bem feita, só traz prazer, prazer intenso.

E fazer bem feito significa fazer com calma e caprichar nas preliminares (e cada mulher e cada relação têm suas preliminares específicas). A mulher precisa estar bem excitada e bem relaxada para permitir a penetração. E alguns cuidados devem ser observados antes de começar.
1. Se tem uma parceira estável, pode dispensar as luvas de latex, mas é imprescindível que suas unhas estejam bem curtas e bem aparadas e não haja cortes ou arranhões em suas mãos ou dedos. Se tem algum tipo de lesão, melhor usar luvas. Muita gente argumenta que com luva a mão desliza melhor. Pessoalmente, prefiro sem.

2. Use muito lubrificante à base de água. Alguns lubrificantes agora aquecem o local onde tocam, o que pode ser mais agradável.

3. Faça primeiro penetração com um ou dois dedos. Utilize o polegar para excitar o clitóris.

4. Continue com o trabalho de excitação de sua parceira ou bottom enquanto faz um movimento de entra-e-sai.
5. Coloque mais um dedo e continue excitando e movimentando seus dedos na vagina.

6. Coloque o quarto dedo e repita todo os passos anteriores, não esquecendo de manipular o clitóris.
7. Agora coloque seu polegar no centro de sua palma (formando um bico de pato) e comece lentamente a empurrar sua mão para dentro da vagina, mantendo um movimento de vai-e-vem suave.
8. Na medida que você empurra seus dedos pela abertura da vagina, eles vão ficando todos comprimidos um contra o outro (formando o bico de pato).

9. Agora chegou a hora de passar os nós dos dedos pela abertura da vagina. Continue empurrando firme mas delicadamente. Esta é a parte mais difícil. Com a outra mão, continue estimulando o clitóris.

10. Ao passar os nós dos dedos pela abertura da vagina, o resto fica fácil. Um pouco mais de pressão e você já estará com a mão toda no canal vaginal.

11. Agora, na medida em que for empurrando, perceberá que os próprios limites do canal vaginal vão obrigando sua mão a formar o punho fechado. Na medida que empurra, o espaço diminue e seus dedos vão se curvando.

12. Formado o punho, geralmente é necessária uma ligeira rotação do mesmo, dentro da vagina, de modo que você possa ficar numa posição adequada para realizar o fist-fucking (foda de punho).

13. Mova então seu punho dentro da vagina da parceira, namorada, bottom, no ritmo que parecer mais adequado para vocês e module a força das estocadas. Importante lembrar que o colo do útero é uma região delicada. Muita força nas estocadas pode causar uma feridinha no colo que posteriormente terá que ser cauterizada.

14. Dependendo da flexibilidade das parceiras - e das fantasias envolvidas - a mulher poderá sentar em seu colo, com você sentada ou deitada.

15. Importante lembrar que toda a movimentação nesses casos deve ser feita lentamente e com todo o cuidado não só para evitar microlesões à vagina da mulher como para evitar torções na mão da que penetra. Movimento bruscos podem causar lesões a quem fista igualmente.

16. A retirada da mão deve ser também feita lentamente e com cuidado.

O fisting é uma experiência muito intensa e muito íntima. Não se deve beber durante a prática, a não ser por um copo de vinho ou uma dose de destilado para ajudar a relaxar. A bebida altera a percepção tanto de quem faz quanto de quem recebe o fisting, podendo levar a excessos na prática cujos resultados só se tornam perceptíveis depois de finda a atividade. Deve-se também usar e abusar dos lubrificantes para facilitar a penetração.
Existe controvérsia a respeito das origens do fisting. Baunilhas (pessoas não-bdsmistas) relacionam o fisting com o BDSM, considerando a prática importada do meio BDSM para o meio baunilha. Alguns bdsmistas, porém, afirmam que a prática veio do meio baunilha para o BDSM, que a adaptou à relação D/s.

Seja como for, é uma prática considerada - equivocadamente no meu entender - como amedrontadora por gregos e troianos. Para dissipar esses receios é só lembrar que por uma vagina passa um bebê, portanto, ela tem capacidade, com algumas exceções, de dilatação suficiente para acolher um punho. Nesse sentido, à parte as dicas acima, vale mesmo é o feeling de quem empunha e a comunicação entre as parceiras sobre o andamento da prática, dos limites da mulher que se empunha, seja por conversa direta ou palavra de segurança.

Abaixo, link para vídeo de 30 minutos, em inglês, de uma oficina sobre a técnica do fisting. Embora em inglês, a parte prática dispensa tradução. A oficinista fala, com algumas variações, das mesmas coisas abordadas neste post.
http://news.behindkink.com/blog/default/2008/01/15/Princess-Donna-Teaches-Class-on-Fisting-Techniques

* práticas sexuais kink (ou kinky) são as que transgridem as fronteiras do que é considerado "normal" em termos de sexualidade e visam aumentar as sensações eróticas entre parceir@s. Incluem bondage, Dominação e submissão, SM, vários tipos de fetichismo e outras práticas não-convencionais.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Coming to power

What Color Is Your Handkerchief: A Lesbian S/M Sexuality Reader (1979) e Coming to Power: Writing and graphics one Lesbian S/M (1982) foram os primeiros textos que li sobre bdsm entre mulheres nos idos da década de 80. Uma conhecida que fora aos EUA me emprestou as publicações do qual fiz cópias. Esses manuais eram de autoria do grupo Samois (pronuncia-se samuá), um grupo lésbico-feminista sadomasoquista.

Esse grupo, que existiu de 1979 a 1983, provocou enorme polêmica ao se assumir como sadomasoquista no Movimento Feminista americano. As discussões que o grupo trouxe a público dividiram as feministas em anti-sexo e pró-sexo durante toda a década de 80, década que, por esses debates, ficou conhecida como a década das Guerras Sexuais (Sex Wars).

Para muitos, o grupo Samois foi inclusive predecessor da teoria queer. Duas de suas participantes mais proeminentes, Pat Califia e Gayle Rubin, continuam atuantes até hoje. Em 1990, Califia publicou uma sequência do Coming to Power chamada The Second Coming: A Leatherdyke Reader. Ambos podem ser encomendados pela Amazon.com

Para mim, as questões trazidas pelas publicações do Samois, em 1982/83, representaram uma enorme abertura de cabeça, além de apoio num momento em que eu vivia minhas primeiras relações com características claramente bdsmistas com outras mulheres.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Under my thumb - Rolling Stones



Under my thumb
The girl who once had me down
Under my thumb
The girl who once pushed me around

Its down to me
The difference in the clothes she wears
Down to me, the change has come,
Shes under my thumb

Aint it the truth babe?

Under my thumb
The squirmin dog whos just had her day
Under my thumb
A girl who has just changed her ways

Its down to me, yes it is
The way she does just what shes told
Down to me, the change has come
Shes under my thumb
Ah, ah, say its alright

Under my thumb
A siamese cat of a girl
Under my thumb
Shes the sweetest, hmmm, pet in the world

Its down to me
The way she talks when shes spoken to
Down to me, the change has come,
Shes under my thumb
Ah, take it easy babe
Yeah

Its down to me, oh yeah
The way she talks when shes spoken to
Down to me, the change has come,
Shes under my thumb
Yeah, it feels alright

Under my thumb
Her eyes are just kept to herself
Under my thumb, well i
I can still look at someone else

Its down to me, oh thats what I said
The way she talks when shes spoken to
Down to me, the change has come,
Shes under my thumb
Say, its alright.

Say its all...
Say its all...

Take it easy babe
Take it easy babe
Feels alright
Take it, take it easy babe